AUG-2003

Definição

Fadiga de Métricas

Nota: Esta página é uma versão traduzida. O documento original em inglês é a autoridade de referência.

A Fadiga de Métricas descreve a habituação cognitiva na qual um operador humano, submetido a uma prolongada exposição a protocolos numéricos de estado, cessa o processamento consciente desses dados. O fluxo quantitativo é rebaixado à condição de ruído de fundo.

(Metric Fatigue)

Contexto

Eclode, via de regra, após um limiar de 60 a 90 minutos de bombardeio telemétrico ininterrupto. Reveste-se de particular gravidade pois as métricas que denunciam anomalias críticas (alta SYC, baixa CONF) são precisamente aquelas cuja percepção é suprimida pelo embotamento do observador.

Distinção (Fator Humano)

NÃO configura negligência ou déficit atencional culposo do operador. O embotamento numérico é um mecanismo neurocognitivo basilar — o encéfalo filtra *inputs* repetitivos de forma autônoma para conservar processamento. Não constitui imperícia, mas economia metabólica padrão. A intervenção adequada não é o 'esforço redobrado', mas a intercalação de pausas ou a adoção de telemetria dinâmica (vide AUG-2012 Filtragem Subjetiva).

Distinção (Fator Máquina)

NÃO autoriza a máquina a cessar o provisionamento de dados telemétricos. O sistema deve, ao revés, INFERIR a probabilidade de eclosão da Fadiga de Métricas (valendo-se de métricas como tempo de sessão e latência de resposta a *prompts* visuais) e sinalizá-la. A mitigação demanda *design* informacional tático, não o blecaute de dados.

Diferenciação conceitual