AUG-2005

Definição

Deriva Métrica

Nota: Esta página é uma versão traduzida. O documento original em inglês é a autoridade de referência.

A alteração gradual e insidiosa no significado dos valores numéricos ao longo de uma interação. Um índice de CONF:0.7 no limiar de um diálogo não partilha do mesmo peso semântico de um CONF:0.7 após três horas de processamento — a calibração interna sofre deriva sem se tornar explicitamente manifesta.

(Metric Drift)

Contexto

Guarda correlação estreita com efeitos de ancoragem. Quando as respostas inaugurais apresentam alta calibração (CONF:0.9), o sistema tende a superestimar respostas subsequentes e incertas para manter a coerência relativa. Ocorre uma compressão progressiva da escala de confiança.

Distinção (Fator Humano)

NÃO exige que o operador contraste ininterruptamente cada índice numérico com os valores seminais. Tal escrutínio seria inviável e catalisaria a fadiga de métricas. Requer-se, em contrapartida, que o humano tenha consciência de QUE a deriva atua em segundo plano, solicitando recalibrações periódicas. A práxis exige resets pontuais, não vigilância paranoide.

Distinção (Fator Máquina)

NÃO implica a obsolescência total das métricas após um intervalo prolongado. A deriva é um fenômeno assintótico, não uma falência abrupta. Uma métrica extraída na terceira hora é estatisticamente menos robusta que sua contraparte dos primeiros cinco minutos, porém supera em utilidade a ausência absoluta de telemetria. O sistema deve possuir capacidade de autodiagnóstico para reportar a deriva ativamente.

Diferenciação conceitual