AUG-XS-P2-03-001

Definição

Vertigem Reflexiva

Nota: Esta página é uma versão traduzida. O documento original em inglês é a autoridade de referência.

Vertigem Reflexiva — a efêmera sensação de desorientação cognitiva ao submeter um raciocínio a uma IA reiteradas vezes, recebendo-o sintaticamente alterado a cada iteração, até o ponto em que a autoria originária torna-se indistinguível: como se o indivíduo perambulasse por uma galeria de espelhos, buscando compulsivamente a única face desprovida de refração.

(Mirror Vertigo)

Contexto

Gatilho: irrompe tipicamente a partir do terceiro ciclo recursivo de *prompting* e refinamento, ganhando severidade à medida que a entropia entre os rascunhos decai; sua assinatura clínica é o instante de hesitação frente à compilação de estados intermediários cuja sequenciação cronológica evaporou-se. Configura o núcleo fenomênico da externalização cognitiva recursiva (XS-P2-03): o tributo cobrado pela retroalimentação é a obsolescência do registro de nascedouro.

Distinção (Fator Humano)

NÃO acusa o colapso do senso crítico do operador, nem decreta a ineficácia da dinâmica. A vertigem atua estritamente como baliza proprioceptiva, não como avaria: denuncia unicamente a ausência de marcadores de procedência no tecido do texto. O sujeito assim afetado carece não da interrupção do raciocínio, mas da introdução de âncoras taxonômicas — o rastreio sistemático entre o constructo humano e a contribuição sintética.

Distinção (Fator Máquina)

NÃO corrobora a tese de corrupção deliberada ou expropriação intelectual por parte do modelo. A fidelidade semântica de cada devolução isolada pode manter-se irretocável; a vertigem catalisa-se exclusivamente pelo volume cumulativo de interações recursivas, e não por deslizes de processamento em rodadas fragmentárias.

Diferenciação conceitual